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Caratinga na redemocratização

Em seus últimos anos de ditadura, o governo militar já apresentava evidentes sinais de esgotamento, num contexto em que a inflação e a recessão eram altas. O desemprego começava a preocupar a classe média e associações organizadas, notadamente os sindicatos, que começavam a ganhar força, e, junto com setores da igreja, da OAB etc, lutavam pela anistia ampla geral e irrestrita e a redemocratização do país.

O fim da ditadura militar trouxe uma renovação da política brasileira, com um

pluripartidarismo renovado e com as eleições diretas para presidente da República. A promulgação da constituinte em 1988 e a eleição direta para presidente da República movimentaram a vida política, não só em Caratinga, mas em todo o país.

No âmbito nacional, elegia-se após muitos anos sem eleições diretas, a

controvertida figura de Fernando Collor de Melo, que pouco tempo depois sofreu um impeachment, por causa do esquema de corrupção por ele montado.

Itamar Franco assume em seu lugar e nomeia Fernando Henrique Cardoso para o

cargo de Ministro da Fazenda. Este, após criar o Plano Real de grande eficácia no combate a inflação, nas privatizações e na continuidade da abertura do mercado nacional, iniciada por Collor, conseguiu eleger-se presidente por dois mandatos consecutivos. O atual presidente, Luís Inácio Lula da Silva, em seu segundo mandato, continuou em linhas gerais, as políticas econômicas e sociais do governo anterior.