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Caratinga no período da Ditadura Militar

Em 1964 os militares depõem o presidente João Goulart e instalam no país os “anos de chumbo”. As garantias individuais foram suspensas e as liberdades de expressão, de greve, de criação etc, foram ignoradas. A Ditadura Militar é, normalmente, considerada como sendo o período em que os militares governaram o Brasil, de 1964 a 1985. Caracterizou-se pela falta de democracia, supressão de direitos constitucionais, censura, perseguição política e repressão aos que eram contra o regime militar. Suas marcas mais claras foram o chamado milagre econômico e uma repressão generalizada.

Com o golpe, encerrou-se um período de nossa história de grande liberdade política e cultural. O que se seguiu foi um esvaziamento das liberdades públicas, até que, em dezembro de 1968, foi decretado o Ato Institucional n 5 e, com ele o início da ditadura em sua fase mais repressiva e violenta. No decorrer do período, surgiram várias formas de resistência à ação repressora do regime, seja no plano político, sindical, cultural e até da luta armada. Houve, como poucas vezes antes, uma bipolarização acentuada, entre os defensores e os críticos da ditadura. O resultado foi um acirramento deste confronto, chegando mesmo em vários momentos a conflitos armados.

Em Caratinga, havia um apoio dos governos e órgãos oficiais aos militares, enquanto entre os estudantes e intelectuais as criticas eram intensas. Um grupo desses estudantes, investigado pelos órgãos de repressão, foi denominado de “Grupo Caratinga”. Alguns são presos em nossa cidade e outros em Brasília e em Vitória. Seja como for, o momento era de repressão e subserviência ao estado militar. A política em nossa cidade retratava isso e o bipartidarismo significava na prática o partido do Sim e o do Sim Senhor.